Note-se que, para fotos que se pretenda usar de modo mais profissional, o uso de tripé com estes anéis de extensão é fundamental.
O foco é extremamente crítico, com profundidade de campo muito pequena, de modo que qualquer tremidinha muda totalmente a região nítida da imagem. Além disso, se perde um bocado de luz com os extensores, forçando a gente a usar velocidades mais lentas, e com isso se reforça a necessidade de tripé.
Notei uma grande diferença dos anéis de extensão para "filtros" macro +1 +2 +3, tanto em relação à perda de luz (com os filtros macro não há perda mensurável), quanto com relação à profundidade de campo (com os anéis é MUIIIIITO menor).
Na verdade, é tudo muito diferente entre filtros macro e anéis de extensão. Quem, como eu, já se habituou a fotografar com os filtros, quando começa com anéis, provavelmente vai se sentir como um total iniciante em macro, pois os resultados que se obtém para cada ajuste (anel de foco, distância do objeto, distância focal da lente) são diferentes.
Um exemplo: com o anel, na minha lente, se você aumenta a distância focal, a região de campo se afasta da lente rapidamente, implicando em distanciar o objeto. No caso de um filtro, este efeito, se existe, é muito menos pronunciado.
A questão do anel de focalização também é interessante. Com filtros, tudo se passa mais ou menos como se puxássemos o infinito para a distância 1 / dioptrias. Ou seja, para um filtro +2 é como se puxássemos o infinito para 50 cm. Então, focalizando no infinito, se faz o foco em objetos a 50 cm. Com anéis não há uma relação deste tipo...
Mas, certamente, depois que a gente se acostuma, os anéis renderão boas fotos (provavelmente, fotos que não seriam iguais com filtros...).
As minhas ainda são antes de eu me acostumar :-).
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